Mitos e Verdades sobre Óleos Lubrificantes
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Confira os Mitos e Verdades sobre Óleos Lubrificantes!.. Não basta lavar, encerar e completar o tanque de combustível para manter o veículo em dia. A conservação dos itens básicos, como o óleo lubrificante, é essencial para garantir o bom funcionamento de todos os componentes do Carro, Quadriciclo ou Motocicleta. Nesse sentido, vale lembrar que a troca de óleo regular é um dos procedimentos mais importantes para assegurar o desempenho do veículo, uma vez que a lubrificação adequada atenua o atrito entre as peças dentro do motor, garantindo assim a sua potência. Entretanto, poucas pessoas dão a devida atenção ao óleo lubrificante e, sobretudo, à marca utilizada, periodicidade de troca e utilização de produtos menos agressivos ao meio ambiente. Confira agora com a Consultora Técnica da Total Lubrificantes do Brasil, Fabiana Rodrigues, alguns mitos e verdades sobre este, que é um dos elementos mais importantes para o pleno funcionamento de um veículo. Quando utilizamos um óleo de qualidade, ele nunca fica velho e pode ser utilizado por muitos anos. (Mito) Todos os lubrificantes possuem um período de troca pré-determinado pela montadora do veículo e informado no manual do proprietário. Este período de troca pode ser determinado em função da quilometragem ou prazo do produto no motor do veículo. Quando a troca é determinada pela quilometragem, normalmente, está relacionada com o tipo de condução do motorista, ou seja, se sua forma de condução é “Severa/Leve” ou “Cidade/Estrada”. E no caso de troca por período, quando o veículo não atingiu a quilometragem estipulada pela montadora, porém atingiu o período determinado, também é necessário realizar a troca do óleo. Por exemplo, algumas montadoras estipulam 6 meses para período de troca do óleo, caso o veículo não tenha atingido a quilometragem necessária. Esta substituição é necessária, pois o lubrificante oxida-se em contato com oxigênio e na presença de calor (condições normais dos motores), além de se contaminar, o que faz com que o lubrificante perca suas propriedades. O óleo recomendado pelo fabricante do veículo é sempre a melhor opção na hora da troca. (Verdade) Sempre deve ser seguida a recomendação do fabricante do veículo, com relação à viscosidade e API/ACEA do produto. A viscosidade do lubrificante pode ser identificada na embalagem do produto e normalmente aparecem da seguinte forma 40, 50, 5W30, 10W40, 20W50, etc. A primeira numeração refere-se ao comportamento do óleo ou faixa de viscosidade do lubrificante no momento da partida a frio do veículo. Sabe-se que 75% do desgaste do motor ocorre no momento da partida, em função dos poucos segundos que o motor trabalha a seco, sendo assim, neste momento é essencial que o lubrificante flua o mais rápido possível, para lubrificar o motor. Esta é a importância de se utilizar produtos com viscosidade menor no momento da partida. A letra “W” significa “winter”, que é inverno em inglês, e está relacionado à viscosidade do lubrificante na partida a frio. Já a numeração após a letra “W”, informa como o lubrificante comporta-se com o motor quente. O óleo tem tendência a perder viscosidade com o calor, o que faz com que seja extremamente importante seguir a viscosidade recomendada pela montadora. Quanto maior a numeração, mais viscoso é o óleo, e consequentemente, maior será a resistência à temperatura. Outra informação importante no momento da escolha do óleo é o API/ACEA do lubrificante. Estas especificações referem-se ao desempenho do produto que está relacionado com o pacote de aditivos do lubrificante. Nos dois casos, ocorre uma regulamentação mínima do pacote de aditivos para atender aos veículos, sejam de linha leve ou pesada. O modo do cliente identificar o pacote de aditivos/desempenho do produto, seguindo a norma API, é através da junção de duas letras, sendo a primeira a letra “S” que vem de “spark”, cuja tradução é centelha, o tipo de combustão do motor de linha leve. A letra seguinte informa o nível de desempenho, seguindo o alfabeto. Por exemplo, no Brasil, os mais comuns são os produtos API SF, SL, SM e o de maior desempenho SN. Para a linha pesada, a API regulamenta o desempenho através da letra “C” que vem do inglês “compression” (compressão), ou seja, o sistema de combustão de veículos a diesel. A próxima letra informa o pacote de aditivos, sendo o API CF o mais baixo atualmente e o CJ-4 o de maior desempenho. A ACEA é similar a API, pois também regulamenta pacote de aditivos, onde sua base de regulamentação são ensaios em motores europeus, como Renault, Peugeot, dentre outros. Para linha leve, a ACEA utiliza a letra “A” e o número seguinte é a referência ao nível de desempenho, por exemplo, ACEA A3. Para a linha pesada utiliza-se a letra “E”, para diesel leve a letra “B”, e a letra “C” para motores Euro V. Todos os óleos lubrificantes são iguais e podem ser utilizados em qualquer tipo de motor. (Mito) Os lubrificantes não são todos iguais. Conforme já explicado, existem diferenças de viscosidade e pacote de aditivos, que estão relacionados a performance do produto. Para cada tipo de veículo existe uma especificação de produto a ser utilizado. O consumidor deve sempre verificar a recomendação da montadora no manual do proprietário. Não posso misturar óleo sintético ou semissintético ao mineral. (Mito) Em casos de emergência, podem-se misturar as bases, ou seja, a mistura pode ser realizada entre um óleo sintético/semissintético com o óleo mineral, porém esta pratica é recomendada apenas em casos de força maior. Os lubrificantes sintéticos ou semissintéticos possuem óleos básicos com características superiores aos óleos minerais. A mistura entre eles gera um desbalanceamento da formulação e, em alguns casos, perda de viscosidade e aditivação, fatores que podem comprometer o desempenho do óleo e deficiência de lubrificação no motor. Não existe diferença entre os óleos lubrificantes para Carro e Moto. (Mito) Todos os lubrificantes são compostos por óleo básicos e aditivos. Os lubrificantes para carros e motos são semelhantes, mas não possuem a mesma aditivação, apesar de serem regulamentados pela mesma norma API. Aditivos melhoram o desempenho do motor. (Verdade) Os aditivos que fazem parte da formulação do produto melhoram o desempenho do mesmo e estão de acordo com as regulamentações API/ACEA. Os aditivos “avulsos”, que são comercializados no mercado, não são recomendados pelos fabricantes de lubrificantes, pois todos os lubrificantes de boa qualidade são formulados com a quantidade de aditivos necessária para que o produto desempenhe perfeitamente sua função. O uso de aditivos avulsos pode desbalancear a formulação do óleo, ocasionando borra ou, em casos extremos, lubrificação ineficiente do motor. O motor deve estar frio na hora de verificar o nível e quente na hora da troca de óleo. (Verdade) Para medir o nível do óleo é importante aguardar, aproximadamente, 10 minutos após parar o veículo para que o óleo retorne ao Carter, fazendo com que a leitura seja precisa com relação ao volume. Para trocar o óleo é importante que o motor esteja quente, pois desta forma, o óleo flui com mais facilidade, fazendo com que o lubrificante carregue com ele a sujeira do motor e para que a troca seja realizada rapidamente. Lembrando apenas que o nível correto do óleo é entre o máximo e o mínimo da vareta, ou seja, não se deve manter o nível próximo a nenhuma das extremidades da vareta. Óleo bom é aquele que não baixa o nível e não precisa de reposição e nem fica preto. (Mito) Durante o uso do veículo é normal que baixe o nível do lubrificante, pois no momento da lubrificação do pistão, um pequeno volume de óleo é “queimado”, juntamente com o combustível. Sendo assim, uma pequena redução do nível do óleo é esperada em qualquer veículo, porém o proprietário deve ficar atento, pois se o consumo do óleo estiver alto, pode significar alguma falha mecânica no motor e o ideal é procurar um mecânico. Com relação à reposição, entre o período de troca do lubrificante o proprietário deve realizar ao menos um “top-up”, que é a reposição do lubrificante consumido. É importante ressaltar que se o lubrificante ficar preto com o uso é sinal que está cumprindo corretamente sua função, que é a de remover as impurezas do motor e deixá-las “flutuando” no lubrificante até o momento da troca. De modo geral, podemos dizer que a coloração preta do lubrificante informa que o produto está “sujo”. É extremamente importante que a sujeira esteja no óleo e não no motor, para que não venha causar problemas. O óleo deve reter as impurezas até o momento da troca, onde a sujeira flui com o óleo para fora do motor, deixando-o limpo e trabalhando de modo eficaz. As indústrias fabricantes de óleos lubrificantes devem obedecer a regulamentações, que visam garantir a qualidade e, sobretudo, a pouca agressividade dos produtos ao meio ambiente. (Verdade) Toda empresa fabricante de lubrificante deve seguir as regulamentações na ANP (Agência Nacional de Petróleo) que regulamenta a produção, qualidade, níveis de desempenho, os óleos básicos e demais legislações referentes ao segmento.
Estes números correspondem à viscosidade de produtos automotivos, conforme regulamentado pela SAE – Sociedade de Engenharia Automotiva. Para motores automotivos os óleos multiviscosos são os mais comuns. Identificamos lubrificantes multiviscosos pela letra W entre duas numerações. As numerações referem-se ao comportamento do lubrificante, de acordo com o funcionamento do motor.
Os lubrificantes para motos possuem uma aditivação diferenciada dos carros, em função da embreagem ser lubrificada pelo óleo de motor. Sendo assim, a utilização de óleos de carros em motos, por exemplo, pode ocasionar problemas na embreagem da mesma.
A Total Lubrificantes, por ser uma das cinco maiores empresas petrolíferas do mundo, conduz seus negócios de modo seguro, visando atender a legislação, além de possuir uma real preocupação com relação à qualidade e meio ambiente.
Fonte: www.moto.com.br
Foto: www.portalsaofrancisco.com / Divugação
Data: 30/06/2014